domingo, 14 de fevereiro de 2010

Nada de despedida

   Eu estava sozinha, em frente ao ponto de ônibus pra ir para casa, pois tinha acabado de sair da escola. Foi quando você chamou minha atenção, e eu fingi que não liguei, desde então eu olhei novamente pra ver se você ainda me observava, e você ainda estava  lá... Me observando. Fiquei sem graça, o clima ali era estranho. Não sabia o que fazer, se olhava pra frente, ou para atrás. Se ficava de braços cruzados, ou com a mão no bolso. Estava com vergonha. E você me fez ficar assim só com um olhar, que não foi simples. Foi por este motivo que tornou tudo  diferente e importante hoje. Começamos a trocar olhares, foi quando comecei a sentir um ar desigual de todos que já tinha sentido. Meus olhos atraídos, abri um sorriso e para boa notícia você piscou. Eu não pensei em ir atrás, eu não acreditei que hoje estaria assim, pensando neste dia. Angustiada por não saber teu nome. Naquele momento o mundo se calou, não quis magoar meu coração acreditando em um sentimento profundo e verdadeiro. Um sentimento à primeira vista. Mas não mandamos no coração, mas ele tem o costume de mandar na gente.
   Aquele olhar escandaloso e talvez apaixonado, deixou claro que você estava acreditando que iria encontrar alguém, ou o brilho do sentimento inexplicável que contagiou os dois num lugar só, fazendo nos se sentir assim, capaz de sentir tudo num segundo. Não sei dizer o que se passou dentro de você, mas o que eu senti foi despertado em um só olhar. Um sentimento que não entendo, mas se for pra entender e deixar de sentir, eu não quero. Simplesmente acredito que não foi um incidente, não foi por acaso, tem motivo, mas queria saber o teu nome...
     E o seu ônibus se foi, e você foi junto... Partir! E agora me resta saber que olhares revelam emoções.
Por Bruna Maine